O projeto busca estimular o interesse e a curiosidade sobre a localidade, incentivando pesquisas sobre fatos históricos e curiosidades. Isso promove a preservação da memória coletiva e garante que a história seja transmitida de geração em geração.
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Adquira o conhecimento sobre Piratini e não deixe a história morrer!
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A família Gomes de Freitas desempenhou um papel significativo na história de Piratini e do Rio Grande do Sul, especialmente durante períodos marcantes como a Guerra dos Farrapos. Membros dessa família estiveram envolvidos em movimentos políticos e sociais que moldaram a identidade da região e contribuíram para o desenvolvimento cultural e econômico local.
Piratini, como primeira capital da República Rio-Grandense, foi um centro de atividades políticas e militares durante a Revolução Farroupilha. A família Gomes de Freitas, com sua influência e participação ativa, ajudou a consolidar a importância da cidade nesse contexto histórico. Além disso, o legado da família se estendeu para áreas como política e administração pública, com descendentes que continuaram a contribuir para o progresso regional.
A história da Cruz de Pedra é envolta em mistério e contada de várias maneiras diferentes, dependendo de quem a narra. Esta lenda, que tem um tom sombrio, é uma daquelas que atravessam gerações, mudando um pouco cada vez que é contada, mas sempre mantendo seu núcleo macabro.
Cruz de Pedra em maquete
Conta-se que havia um homem, conhecido em sua região por ser um ateu convicto. Ele não acreditava em Deus ou em qualquer religião. Sua fama, no entanto, não vinha de suas crenças, mas sim de sua habilidade excepcional como domador de cavalos. Não havia um cavalo em toda a região que ele não pudesse domar, por mais selvagem que fosse.
Então, em uma Sexta-feira Santa, uma data sagrada para muitos, esse homem tomou uma decisão que mudaria sua vida para sempre. Ignorando os avisos dos mais religiosos, que consideravam tal ato um sacrilégio, ele decidiu domar um cavalo particularmente arisco naquele dia. Montou no animal, e sem olhar para trás, partiu em direção ao desconhecido.
Alunos do oitavo ano de 2024 na Cruz de Pedra
A partir desse momento, o homem nunca mais foi visto com vida. Há muitos relatos sobre o que aconteceu depois que ele saiu com o cavalo. Alguns dizem que o cavalo, assustado, começou a correr descontroladamente, e o homem acabou ficando preso no estribo. O animal correu até a exaustão, e tanto ele quanto o domador encontraram seu fim de uma maneira trágica.
O cavalo morreu de cansaço, e os restos mortais do homem foram encontrados espalhados. No lugar onde seus membros foram descobertos, surgiram cinco ou mais cruzes feitas de pedra, como se a própria terra quisesse marcar o local de seu fim trágico. Essas cruzes permanecem como um lembrete sombrio da lenda do homem que desafiou a tradição e pagou o preço.
Vale lembrar que a Cruz de Pedra também é uma localidade do municipio de Piratini, onde vários alunos da escola Padre Reinaldo vem de lá.
Procópio Brundizio Gomes de Freitas foi, de fato, uma figura histórica relevante no contexto do Rio Grande do Sul do século XIX, nascido em 1854. Como pai de Miguel Arcanjo Gomes de Freitas, nascido em Piratini em 1887, e esposo de Ana Elfride Freitas da Silveira, ele pertenceu a uma família que teve papel de destaque na história local — especialmente na cidade de Piratini, antiga capital da República Rio-Grandense durante a Revolução Farroupilha.
Apesar da importância de sua linhagem e de seu tempo histórico, ainda são escassas as informações disponíveis em fontes públicas sobre as ações concretas, cargos ocupados ou eventos diretamente ligados a Procópio. Isso sugere que seu legado está mais ligado ao contexto familiar e regional do que a atos documentados em âmbito estadual ou nacional.
É visível sua relevância se relacione com atividades rurais, políticas locais ou com a manutenção de tradições culturais da região sulista, áreas comuns de influência para famílias proeminentes da época. Como a documentação histórica desse período muitas vezes é fragmentária ou restrita a arquivos locais, novas descobertas podem surgir com a pesquisa em fontes como cartórios, jornais antigos ou acervos históricos regionais.
A Pedra dos Anjos, também conhecida como Cacimba dos Anjos, é um lugar místico e cheio de histórias que se encontra no quarto distrito de Piratini, mais precisamente na estrada do Cerro Agudo. A história dessa localidade fascinante foi narrada para a escola pelo senhor Alan Meirelles (o mesmo nasceu e se criou próximo a pedra dos anjos), um senhor de 83 anos, cujo pai, Carlos Meirelles, e o bisavô, que viveu mais de 100 anos, já contavam lendas sobre a Pedra dos Anjos.
A Pedra dos Anjos tem o tamanho um pouco maior do que uma criança, mas é o que está em seu centro que realmente chama a atenção. No coração da superfície da pedra, existe um orifício que mantém água em seu interior. De acordo com lendas muito antigas, essa água é milagrosa. Dizem que toda pessoa que tivesse uma verruga, ao benzer-se com a água da pedra, veria a verruga desaparecer. Uma das particularidades mais intrigantes é que a água da pedra nunca seca, não importa a situação ou o clima.
Não se sabe exatamente como o orifício na pedra surgiu. Alguns antigos afirmam que os escravos da época fizeram o orifício para a moagem de grãos. Outros, no entanto, acreditam que o buraco surgiu de maneira natural, moldado pelas forças da natureza ao longo dos séculos.
Independentemente da origem do orifício, uma coisa é certa: desde os tempos mais antigos que se possa imaginar, aquela pedra já existia, imponente e misteriosa. A Pedra dos Anjos continua a ser um local de fascínio e mistério, um ponto de conexão entre gerações e um testemunho das lendas e tradições que moldaram a história da região.
A Guerra dos Farrapos, também conhecida como Revolução Farroupilha, foi um dos conflitos mais marcantes da história do Brasil. Ocorrida entre 1835 e 1845, foi a mais longa guerra civil do país e teve como palco principal o Rio Grande do Sul. O conflito foi motivado por questões econômicas, políticas e sociais:
Econômicos: os altos impostos sobre o charque gaúcho;
Políticos: quando a província queria se tronar estado;
Sociais: o uso de escravizados em suas tropas, muitas vezes com promessas de liberdade que nem sempre foram cumpridas.
Os líderes farroupilhas, como Bento Gonçalves, Antônio de Sousa Neto e Giuseppe Garibaldi, lutaram pela autonomia da província e chegaram a proclamar a República Rio-Grandense e, posteriormente, a República Juliana, em Santa Catarina.
PRINCIPAIS COMBATES
Combate da Ponte da Azenha (1835): Este foi um dos primeiros confrontos da Guerra dos Farrapos. Os farroupilhas, liderados por Bento Gonçalves, enfrentaram as forças imperiais em Porto Alegre. Apesar de estarem em menor número, os farroupilhas conseguiram uma vitória decisiva, forçando as tropas imperiais a recuar.
Tomada de Porto Alegre (1835): Após o Combate da Ponte da Azenha, os farroupilhas avançaram e tomaram a capital da província, Porto Alegre. Este foi um marco importante, pois consolidou o movimento farroupilha e destituiu o presidente provincial nomeado pelo Império.
Batalha de Rio Pardo (1835): Nesta batalha, as forças imperiais resistiram a um cerco prolongado pelos farroupilhas. Apesar de estarem em desvantagem numérica, os imperiais conseguiram manter o controle da cidade, demonstrando a complexidade e o equilíbrio de forças no conflito.
Batalha naval de Lagoa Mirim (1836): Este foi um confronto marítimo entre as forças farroupilhas e imperiais na Lagoa Mirim. As forças imperiais saíram vitoriosas, garantindo o controle estratégico da região.
Massacre de Porongos (1844): Este foi um dos episódios mais trágicos da guerra. Os lanceiros negros, que lutavam ao lado dos farroupilhas, foram traídos e massacrados pelas forças imperiais. Este evento é lembrado como um símbolo das contradições e injustiças do movimento farroupilha.
Essas batalhas mostram a intensidade e a complexidade da Guerra dos Farrapos, que envolveu tanto estratégias militares quanto questões políticas e sociais.
A guerra terminou com o Tratado de Ponche Verde, em 1845, que garantiu anistia aos revoltosos e algumas concessões, mas manteve o Rio Grande do Sul como parte do Império do Brasil. Esse episódio deixou um legado cultural e político profundo na identidade gaúcha.
curiosidade: a guerra dos farrapos tinha esse nome por causa de que os guerreiros que lutavam tinham as roupas e vestimentas todas rasgadas e furadas por causa dos conflitos.
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Barbosa Lessa continua sendo uma figura central na cultura gaúcha, mesmo após sua morte. Sua influência é evidente no Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), que ele ajudou a fundar, e nos Centros de Tradições Gaúchas (CTGs), que preservam e promovem as tradições do Rio Grande do Sul. Esses espaços são fundamentais para manter viva a identidade cultural gaúcha, e a visão de Lessa sobre o nativismo e o folclore ainda guia muitas dessas iniciativas.
Além disso, suas obras literárias e musicais permanecem relevantes, sendo frequentemente revisitadas e celebradas em eventos culturais e acadêmicos. Ele é lembrado como um ideólogo do tradicionalismo e um defensor das "coisas nossas", como ele mesmo dizia, incentivando a valorização da cultura local em detrimento de influências externas.
A relevância de Barbosa Lessa também se reflete em homenagens e eventos que celebram sua vida e legado, como exposições, espetáculos e debates sobre sua contribuição para a cultura gaúcha. Ele é, sem dúvida, uma inspiração contínua para aqueles que buscam preservar e promover as tradições do Rio Grande do Sul.
Em meados de 1900, Alberto Dutra Farias, um residente do terceiro distrito de Piratini, tomou uma decisão que marcaria a história local. Ele comprou da família Freitas uma fração de campo de 5 mil braças, uma área considerável que representava não apenas um investimento, mas também o início de uma nova era para a região.
Por volta de 1908, Alberto construiu a casa que ficaria conhecida como a "Venda da Lata". O local escolhido para a construção foi a coxilha de Santo Antonino, desmembrada da antiga fazenda São Frutuoso. Alberto Dutra Farias decidiu denominar a área como Coxilha de Santo Antônio.
Naquela época, já existia no local uma casa coberta com telhas de zinco, um material extremamente raro e valioso na época, o que deu origem ao nome "Venda de Lata". Com o passar dos anos, a expressão foi simplificada para "Venda da Lata", tornando-se um ponto de referência na região.
Após a morte de Alberto Dutra Farias, a venda foi herdada por sua filha mais nova, Adelaide Farias Gomes. Adelaide manteve o comércio, e também seu sobrinho, José Farias, participou das atividades comerciais no local. Eventualmente, Dona Adelaide vendeu a propriedade para o Sr. Lídio Vargas, que continuou a tradição da família.
Alberto Dutra Farias casou-se com Dona Amélia Gomes de Farias, e dessa união nasceram 12 filhos, cada um contribuindo de sua maneira para a rica tapeçaria de histórias e legados que a família construiu ao longo dos anos.
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A silvicultura é a ciência que estuda as maneiras de melhorar o aproveitamento e a exploração racional das florestas, para entender ás exigências do mercado que tem grande peso no cenário econômico brasileiro e apresenta boas perspectivas de crescimento para os próximos semestres.
Mais sobre a silvicultura
A silvicultura desempenha um papel essencial na economia brasileira, especialmente pela abundância de recursos naturais e a crescente demanda por produtos derivados de madeira, como papel, celulose e madeira para construção. Além disso, ela também contribui para práticas sustentáveis, ao incentivar o manejo responsável e a recuperação de áreas degradadas.
Com a expansão do mercado global e o foco em sustentabilidade, as perspectivas de crescimento são realmente promissoras. Setores como o de exportação de madeira certificada e de produtos com valor agregado têm ganhado cada vez mais espaço, impulsionando ainda mais o agronegócio florestal.
Você acredita que as iniciativas sustentáveis ligadas à silvicultura, como reflorestamento e certificações ambientais, têm sido suficientes para equilibrar o uso econômico com a preservação ambiental? 🌱
Juarez Machado de Farias é um artista multifacetado brasileiro, atuando como poeta, músico, locutor e advogado.Concluiu a Oficina de Criação Literária da PUC-RS com o professor Luiz Antonio de Assis Brasil em 2011
🎶 Música e Poesia Gaúcha
Juarez é conhecido por sua contribuição à música e poesia gaúcha.Seus trabalhos incluem canções como "Parem as Rodas dos Carros", "O Andarilho e a Estrada" e "Estradas e Tardes", presentes no álbum O Violeiro e o Poeta (2017) . Ele também participou de projetos como o 7º Seival da Poesia Gaúcha e Música Instrumental e Sesmaria da Poesia Gaúcha - 3ª Quadra .
Suas músicas estão disponíveis em plataformas como Spotify, Apple Music e Amazon Music
📻 Atuação como Locutor e no Rádio
Além de sua carreira musical, Juarez atua como locutor. Desde 2011 ele apresenta o programa "Canto dos Livres" na Rádio Nativa FM 94.1 em Piratini de segunda a sexta-feira, das 5h às 7h30, o programa destaca música, poesia e literatura, com ênfase na cultura regional gaúcha.
📚 Literatura e Criação Literária
Juarez também se dedica à literatura.Sua formação na Oficina de Criação Literária da PUC-RS reflete seu interesse e envolvimento com a escrita .
📍 Origens e Formação
Juarez nasceu no 3º Distrito de Piratini, no encontro das águas do Arroio Barrocão e do Rio Camaquã.Após concluir o curso de Direito na Universidade Federal de Pelotas em 1997, estabeleceu-se na cidade de Piratini, onde reside até hoje.
✍️ Produção Literária e Musical
Juarez é autor de mais de cinquenta poemas e letras de músicas de temática regionalista, como "Se Marx fosse peão", "Guri do Campo", "O Forneiro e o Porteirão" e "Aviso".
Sua primeira letra gravada foi "Sem Água Pro Mate", musicada por Joca Martins e interpretada por Flávio Hanssen, apresentada na 5ª Vertente da Canção Nativa em 1994.
📚 Influências e Estilo
Entre suas influências literárias estão Luiz Coronel, Apparicio Silva Rillo, Jaime Vaz Brasil e Sérgio Napp.Juarez busca equilibrar a simplicidade do campo com a vida urbana, refletindo essa dualidade em seus versos.
🏡 Vida Pessoal e Rotina
Juarez mantém uma rotina disciplinada, acordando cedo para apresentar seus programas de rádio.Além disso, dedica-se à advocacia e à produção literária em seu escritório localizado em sua residência.
📱 Contato e Redes Sociais
Você pode acompanhar o trabalho de Juarez Machado de Farias através de suas redes sociais:
Em 2011, Juarez recebeu a Comenda Ana Clara Vaz, concedida pelo Conselho Municipal de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra de Piratini, em reconhecimento à sua colaboração com o Movimento Negro.
🏆 Reconhecimentos e Participações
Juarez Machado de Farias é presença constante em festivais nativistas e eventos culturais no Rio Grande do Sul.Sua obra "Se Marx fosse peão" ganhou destaque ao ser utilizada por um juiz do trabalho em Santa Catarina como parte de uma sentença judicial, evidenciando a relevância social de sua poesia.
🌐 Presença Online
Para acompanhar mais sobre o trabalho de Juarez Machado de Farias, você pode visitar:
Seu perfil no Instagram, com atualizações sobre suas atividades culturais.
Sua página no Facebook, com informações sobre eventos e publicações.
📄Algumas de Suas Obras
Devo ressaltar que foi difícil escolher tão poucas obras para coloca-las aqui das varias magnificas que ele fez tanto na poesia quanto na música etc...
"Por Aqui As Casas Falam"
Esse poema é o título de seu segundo livro, publicado em 2008 pela Editora Pallotti.A obra é uma coletânea de poemas que refletem sobre o patrimônio histórico e as memórias da cidade de Piratini, no Rio Grande do Sul, sua poesia da voz às casas antigas da cidade, como se elas contassem suas próprias histórias.
📚 Onde Comprar
Traça Livraria e Sebo
Disponível por R$ 17,43, o exemplar está em ótimo estado de conservação e inclui ilustrações coloridas.
Verifique as formas de pagamento: A Traça Livraria aceita pagamentos via Pix para compras online.
Considere o frete: Ambas as plataformas oferecem opções de envio para todo o Brasil.
Acompanhe o autor nas redes sociais: Juarez Machado de Farias mantém um blog pessoal onde compartilha informações sobre suas obras e eventos.
POR AQUI AS CASAS FALAM
No mesmo ano em que a França Derrubava sua bastilha, Nascia também, aqui, A vila Piratini, Sob um olhar de coxilha.
Uma saga de esperança Iniciada nos Açores Por aqui plantou as casas, Por aqui fechou as asas E casais plantaram flores.
Antes da espada e da lança,
Essas almas tinham fé. Rezando à Nossa Senhora Da Conceição, eis agora A Igreja Matriz de pé!
Mas quando a Província cansa Do esquecimento do Império, Nas bandeiras sopra um vento Com ordens de regimento, E os homens saem do sério!
É a república que avança Com a vitória no Seival, No grito altivo de Neto, Certeiro como um decreto, Agudo como punhal!
A coragem, sem tardança, É luz que não se despede: E o sonho se faz em ti. Teu nome, Piratini, Vai ser palácio e ser sede!
E mesmo na contradança Dos anos que, hoje, resvalam, Para cá viajam turistas Que afirmam, brilhando as vistas: “Por aqui as casas falam!”
Embora o jeito criança Que desde a vila nasceu, Piratini, tão antiga, É a bica de água amiga, A camarinha, o museu.
Se o desencanto me alcança, Pelos ideais traídos, Lanceiros Negros, clarins, De novo, nestes capins, Vêm gritar nos meus ouvidos.
Na tricolor que balança, O escravo e sua verdade Gravaram a pé-no-chão A triste contradição Da “nação” sem igualdade.
..........
Mas ficará na lembrança Dos que seguem longe trilha A marca desta cidade: A velha hospitalidade Da Capital Farroupilha!
JUAREZ MACHADO DE FARIAS
"Verso de Azul"
O poema que dá título ao livro, "Verso de Azul", é uma homenagem à figura da "Dindinha", uma personagem que representa a ternura e os ensinamentos da infância.No poema, Juarez rememora as histórias contadas por ela, as canções de ninar e os momentos compartilhados, criando uma atmosfera de saudade e reverência.Através de imagens poéticas, ele descreve a Dindinha como alguém que "dedilhou guitarras invisíveis no aramado azul do meu peito", simbolizando a profunda influência que ela teve em sua formação emocional e artística.
"Verso de Azul" também é o primeiro livro de poemas de Juarez Machado de Farias, publicado em 1995 pela Editora da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) . A obra é uma coletânea de poesias que exploram memórias de infância, afetos familiares e a vida no campo.
VERSO DE AZUL
Havia quem me contasse histórias...
E a noite vinha muito cedo
Porque a velhinha da minha infância
Dormia cedo e se chamava...
Dindinha!...
Arisca feito a menina de ontem,
Altiva como a figueira guapa...
Contou-me o primeiro encanto
Que a noite sabe guardar
Em seu baú de recôncavos...
Cantou-me a canção primeira
E dedilhou guitarras invisíveis
No aramado azul do meu peito...
João e Maria... Pedro Malazartes...
Tinha vários livros no cofre da alma
E me deixava folhear um a um...
Fazendo neles “orelhas de burro”,
Machucando a face das páginas...
Havia quem me contasse histórias...
Madrinha do meu irmão maior,
Eu a fizera minha também...
O doce do pão-de-ló ficou na língua
Da minha saudade...
E quando ela se foi,
Me revelou o primeiro assombro...
Ensinou-me as lágrimas,
Ensinou-me o lenço,
Ensinou-me a morte...
E querendo secar meu pranto,
Subiu num fio de luar
Para o espaço azul
Do meu sonho.
Sentou-se num floco de nuvens
E de lá me olha e sorri,
Sem jamais tirar a dentadura...
Por isso, a noite é berço de ternura
Que eu soube garimpar, quando guri.
Bolicho Sortido
"Bolicho Sortido – Contos, Versos, Causos e Crônicas" é uma obra publicada em 2017 pela editora Martins Livreiro.Com 100 páginas, o livro reúne textos produzidos ao longo de vinte anos, muitos dos quais foram anteriormente divulgados em jornais e discos .
O título faz alusão ao "bolicho", um pequeno comércio típico do interior do Rio Grande do Sul, conhecido por oferecer uma variedade de produtos.Da mesma forma, a obra apresenta uma diversidade de gêneros literários, incluindo contos, poemas, causos e crônicas, que refletem a cultura e o cotidiano da região sulista.
Onde encontrar:
Você pode encontrar o livro/poema neste link abaixo
A obra “Se Marx fosse peão”, um poema marcante e provocativo que une crítica social, sensibilidade poética e reflexão política. Trata-se de um texto que imagina como Karl Marx – o filósofo alemão que inspirou o socialismo e o marxismo – reagiria se vivesse como um trabalhador comum no contexto brasileiro ou latino-americano.
🧾 Conteúdo e Temática
O poema coloca Marx na pele de um operário da vida real, distante dos livros e da teoria, para mostrar que a luta de classes, a exploração do trabalho e as injustiças sociais são experiências concretas e cotidianas. Essa “encarnação” de Marx como um “peão” (trabalhador comum) serve para evidenciar:
A atualidade das ideias marxistas, mesmo em sociedades periféricas.
A dura realidade do trabalho, onde direitos básicos ainda são negados.
A ironia e crítica ao sistema capitalista, que muitas vezes ignora ou despreza a dignidade do trabalhador.
📚 Repercussão
O poema ganhou notoriedade em 2015, quando foi citado na íntegra em uma sentença trabalhista por um juiz de Santa Catarina. O magistrado o utilizou para ilustrar as condições degradantes enfrentadas por um trabalhador rural. Essa decisão judicial foi considerada inusitada e provocativa, o que deu visibilidade nacional ao texto e ao autor.
📍Onde encontrar:
Você pode encontrar o livro/poema neste link abaixo
A influência da família Gomes de Freitas na política brasileira é multifacetada. Os Freitas, por exemplo, tiveram impacto significativo em cidades como Uberlândia, onde membros da família contribuíram para o desenvolvimento urbano e cultural. Um exemplo notável é Renato de Freitas, que foi prefeito e liderou projetos como a captação de águas do Rio Uberabinha e a revitalização de espaços públicos.
Já os Gomes, especialmente os irmãos Ciro e Cid Gomes, desempenharam papéis importantes na política cearense e nacional. Eles consolidaram uma base política forte no Ceará, utilizando estratégias de coalizão e liderança para manter uma posição de destaque por décadas. Essa trajetória reflete a capacidade da família de influenciar ciclos políticos e moldar políticas públicas.