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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A Chama Crioula

A Chama Crioula não é só um fogo aceso no galpão ou na praça — é um pedacinho da alma do Rio Grande que insiste em arder, mesmo quando o minuano sopra forte. Dizem que enquanto ela estiver viva, o gaúcho nunca se apaga. E cá pra nós: já tentaram assoprar vela em vento pampeiro? É mais fácil um piá largar o celular do que a Chama Crioula se render.

Ela nasceu lá em 1947, quando um grupo de guris, mais teimosos que burro empacado, resolveu acender uma centelha e criar uma tradição. Desde então, todo setembro, o fogo é levado de cavalo, de barco, de carreta ou até no porta-malas do carro — porque gaúcho dá um jeito, nem que seja amarrar o candeeiro com arame.

O bonito é que ela não é só fogo: é memória, é história, é churrasco em roda de amigos, é fandango até clarear o dia. A Chama Crioula nos lembra que tradição não se guarda em museu, se vive. E se algum curioso perguntar “pra quê tanto alvoroço por uma chama?”, a resposta é simples: porque quando ela brilha, é o coração do gaúcho que alumia junto.

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