O local cujo já era muito antigo não estava nas melhores condições possíveis, a frente da casa grande está em ruinas.
Isto é um exemplo do poder que está tendo estes ventos e altas quantias de chuva, é claro que a casa não estava nas melhores condições que se podia estar.
Este acontecimento é uma grande perda para aqueles que conheciam a historia local e cresceram perto da casa.
"E não dá para construir ou reformar de novo?"
peculiaridades.
A Venda da
Lata é uma localização estratégica porque exatamente ali se encontram três
subdistritos de Piratini: o terceiro o quarto e o primeiro. Nada melhor que um
boliche bem ali na encruzilhada. Farias
então por aquelas bandas era “a granel”. Gente boa , segura para gastar os
pilas, mas , diziam, honestas na hora de
acertar as contas. Assim atestava o
bolicheiro.
Meu tio e
padrinho Alfeu De Souza Farias tinha um
campo bem ali, de frente para a estrada real e um dos lados margeava a estrada
do barrocão. Além de vizinho, o padrinho considerava o seu Lídio Farias Vargas-
o dono do bolicho - um irmão querido,
amigos fraternos desde a infância. Além do mais, sempre que a lida lhe
dava um alce, o padrinho apreciava uma
prosa com o amigo que já lhe esperava
com um regalo: uma cachacinha com butiá, bem curtida.
Por ser
assíduo frequentador, o padrinho sabia de cor e salteado o que tinha e o que
faltava de mercadoria nas prateleiras. E da posição que ele sentava enxergava
até o que estava estocado na
pecinha dos fundos. Naquele dia quente de novembro, depois de uma campereada,
resolveu molhar a palavra antes de voltar pras casas. Logo na chegada, lhe
chamou a atenção uma enorme pilha de
chapéus de palha que só podia ser vista
da posição em que se encontrava. E, entre um atendimento e outro, a prosa seguia frouxa.
Logo, chegaria
um piá a galope e em pelo num cavalinho
tordilho. A peou, amarrou o matungo no cinamomo e, descalço,
adentrou na venda. Trazia em uma das mãos uma varinha de marmelo; na outra uma
malinha de garupa.
Deu um Buenas geral
e foi direto às compras.
Isto tem , isto tá em falta, aquilo vai chegar... seu Lídio
ia atendendo os pedidos do guri.. Ah!!
um atadinho de rapadura pra “ mamãe tomá mate” e deu. Já estava de saída o
menino quando de repente, deu meia volta, colocou a mão no queixo como quem
sabe que esqueceu algo e perguntou: Já
chegô os “ chapéu de palha”?
E o bolicheiro, esfregando as mãos, respondeu: Nãããooo!!! Era
pra esta semana , mas o viajante me falhou!!
Foi quando meu padrinho entrou em cena, apontando com o
rebenque para a peça dos fundos.
---- Chegou sim, seu Lídio!! Tô vendo uma pilha ali atrás.
--- Pois não é
que chegou mesmo!!! Barbaridade!! Ando
muito esquecido!!! Vou trazer pra você
experimentar, menino!!
Na verdade, se tratava de uma estratégia de
comerciante; como era artigo que saia muito rápido, os que pagavam à vista
tinham prioridade. O demais ia-se administrando.. e ali era um caso de “
livreta sempre atrasada”.
Nesse meio tempo, meu padrinho sentiu que se
intrometera num assunto que não devia, tentando ajudar mas atrapalhando. E
ficou ali, torcendo que a venda não saísse. Mas não teve sorte. O guri
aproveitou e levou chapéus de palha para a família toda.
-- Dois pra mim, mesmo tamanho pro meu irmão e pro
papai e pra mamãe um número maior, faça o favor.
E, enquanto pendurava os chapéus pelo barbicacho na
cana do braço, arrematou o piá:
--Papai mandou lhe dizer que quando terminar de colher
o milho vem lhe pagar!!!
Nesse momento, o padrinho pulou do banco, meteu a mão
no bolso da bombacha, puxou uma pelega
de cem mil cruzeiros e anunciou, nervoso:
-- Seu Lídio, desconte daqui!!! Vou lhe pagar esses
chapéus !!!
É claro que o amigo não aceitou. O assunto
terminou numa risada entre grandes
amigos... e num causo pra toda a vida.

















.jpg)


.jpg)
.jpg)