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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Revolução Farroupilha (1835-1845)

A Revolução Farroupilha foi a mais longa guerra civil da história brasileira, durando de 1835 até 1845. 
Foram dez anos de batalhas entre Imperialistas e Republicanos, os primeiros defendiam a manutenção do império e os segundos lutavam pela proclamação da república brasileira.

Porque a Revolução Farroupilha aconteceu:

No final do século XVIII, os ideais iluministas e liberais eram apresentados ao mundo. Na Europa a burguesia chegava ao poder após a Revolução Francesa, e na América, os norte-americanos conheciam a independência, após uma longa Guerra Civil.
Os iluministas e os revolucionários franceses defendiam a liberdade e a igualdade de todos perante a lei, a livre iniciativa e o direito à propriedade privada.
Quando essas ideias chegaram ao Brasil, no início do século XIX, a monarquia brasileira passou a ser vista como um atraso ao desenvolvimento econômico do país, principalmente pela burguesia que se formava.
Devido a isso, diversas revoltas - denominadas de Rebeliões Regenciais - estouraram em todo o país. No Rio Grande do Sul iniciava a Revolução Farroupilha.

Como começou a Revolução:

As ideias de autonomia e federalismo, encantam a elite brasileira e ganham força ao natural na província de São Pedro do Rio Grande do Sul.
A distância do poder central, a condição de produtor de alimentos, os elevados impostos pagos ao Império e a recente vivência de guerras impulsionaram o estado gaúcho a não aceitar a submissão que lhe era imposta.
Para piorar o governo central resolveu baixar o imposto sobre a importação de charque estrangeiro. 
Medida que afetava diretamente as oligarquias gaúchas, já que na época o Rio Grande do Sul era um grande produtor deste item.
Isto somado ao fato da elite rural gaúcha estar cansada dos desmandos do centro do país e do descaso político com o estado, decidiu se rebelar contra o Império.

A Revolução:

No dia 20 de setembro de 1835, tropas farroupilhas marcham sobre Porto Alegre, tomando o poder da cidade. 
No dia seguinte Bento Gonçalves, líder do levante, entrou triunfante na capital. 
Bento deu posse ao vice-presidente da província, Marciano Ribeiro, e acalmou a população declarando: "Em nossas mãos, a oliveira substitui a espada".
Alguns dias depois praticamente todo o estado estava em mãos farroupilhas. 
Somente as cidades de Rio Pardo, São Gabriel e Rio Grande ficaram em poder do Império.
No dia 15 de julho de 1836, os imperialistas reconquistaram Porto Alegre. 
Bento Gonçalves, líder dos farrapos, tentou a reconquista da capital mas foi frustrado após três horas de luta. 
A perda de Porto Alegre foi uma derrota decisiva, pois a capital nunca seria reconquistada pelos revolucionários.
Em 09 de setembro de 1836, iniciou a primeira grande batalha. 
Antônio de Souza Netto, a figura mais respeitada das forças farroupilhas depois de Bento Gonçalves, venceu as tropas imperiais na Batalha do Seival.
A vitória foi tão entusiasmante, que Netto, instigado pelos republicanos radicais, proclamou em 11 de setembro de 1836 a República Rio-Grandense. A decisão emancipava o estado gaúcho do restante do Brasil. 
A medida deu novos rumos ao levante, configurando o caráter revolucionário do movimento farroupilha.
General Netto proclamou dizendo: 
"Camaradas! Nós, que compomos a Primeira Brigada do exército liberal, devemos ser os primeiros a proclamar, como proclamamos, a independência dessa província, a qual fica desligada das demais do Império e forma um Estado livre e independente, com o título de República Rio-Grandense, e cujo manifesto às nações civilizadas se fará oportunamente. Camaradas! Gritemos pela primeira vez: Viva a República Rio-Grandense! Viva a independência! Viva o exército republicano rio-grandense!".
Outra medida muito importante foi que todos os escravos que se alistassem nas tropas farrapas seriam libertos. Com isso, o número de soldados farroupilhas dobrava de tamanho.
Contudo, em outubro do mesmo ano, na Batalha do Fanfa, os farroupilhas foram derrotados pelas forças imperialistas. Bento Gonçalves e outros oficiais farroupilhas foram presos e enviados para o Rio de Janeiro, capital do Império.
Na capital, Bento Gonçalves acaba conhecendo o revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi. 
O italiano resolve aderir ao movimento farroupilha. 
Garibaldi e seus seguidores navegam em direção a o sul do Brasil onde são recebidos como reforços ao exército revolucionário.
As forças imperiais, acreditando que a revolta havia sido sufocada, oferece anistia aos derrotados. 
Mas Antônio de Souza Netto, agora líder absoluto do movimento, mantém-se rebelado.
Em 05 de novembro de 1836, a câmara municipal da cidade de Piratini oficializa a proclamação da República Rio-Grandense. Mesmo feito prisioneiro, Bento Gonçalves é declarado presidente do novo país, como vice-presidente é nomeado José Gomes Jardim, que assume a presidência interinamente.
Em outubro de 1837, Bento Gonçalves foge da prisão, dois meses depois chega ao Rio Grande do Sul onde assume a presidência da República.
O ano seguinte foi péssimo para os rebelados. 
Os farroupilhas não tiveram sucesso na reconquista de Porto Alegre e Rio Grande, além disso, sofrem importantes baixas militares.
Em 1839, Giuseppe Garibaldi e Davi Canabarro conquistam as cidades catarinenses de Laguna e Lages, e proclamam a "República Catarinense" ou "República Juliana".
Entretanto, poucos meses depois da conquista de Santa Catarina, os farrapos foram surpreendidos e Laguna voltou para o controle do Império. 
As embarcações farroupilhas foram destruídas, somente Garibaldi escapou. 
A cavalaria de Canabarro foge pelo litoral, escondendo-se na cidade de Torres.
De 1840 em diante, dois terços do exército brasileiro passou a lutar em território gaúcho. 
Em sua ofensiva final, o exército imperial contava com 11.400 combatentes, números elevadíssimos para a época. 
Para se ter uma ideia da expressividade deste contingente, basta lembrar que a população total do Rio Grande do Sul era de 70 mil habitantes aproximadamente. 
A Revolução também teria o polêmico episódio sobre o Combate de Porongos, onde se aponta a suspeita de traição aos lanceiros negros.
Em primeiro de março de 1845, os imperialistas, liderados por Duque de Caxias e os republicanos farroupilhas assinam um tratado de paz, o "Tratado de Poncho Verde". Oficialmente a guerra está terminada.

Principais pontos assinados no Tratado de Poncho Verde:

- O império pagaria as dívidas do governo republicano;
- Os oficiais republicanos seriam incorporados ao exército brasileiro;
- Eram declarados livres todos os escravos que haviam lutado nas tropas republicanas;
- Seriam devolvidos todos os prisioneiros de guerra;
- Foram elevadas as taxas alfandegárias para importação do charque estrangeiro, o que favoreceu ao charque gaúcho.

Pós Guerra:

- Antônio de Souza Netto muda-se para o Uruguai;
- Davi Canabarro luta ao lado das forças brasileiras na Guerra do Paraguai;
- Após deixar o Rio Grande do Sul, Giuseppe Garibaldi voltou à Itália onde foi um dos grandes heróis da unificação deste país.
- Bento Gonçalves morre dois anos após a guerra.

A assinatura do Tratado de Poncho Verde trouxe benefícios para ambos os lados, mas nem tudo foi cumprido. 
Por isso, é fato que os farroupilhas não venceram a guerra, da mesma forma que os imperiais.  
Por outro lado, também não podemos dizer que foram derrotados. 
A verdade é que os dois lados alcançaram parte de seus objetivos. 
Se o Império Brasileiro não perdeu sua importante província fronteiriça, os farrapos também lucravam com o aumento do imposto sobre o charque importado.
Entretanto o mais importante e polêmico sobre o final da Guerra dos Farrapos está na discussão que envolve o seu desfecho. 
A Guerra dos Farrapos foi diferente das outras Rebeliões Regenciais que ocorreram na mesma época, pois houve um caráter revolucionário. Isto é, o rompimento com o Império e a luta pela República e pela abolição da escravatura. 
Fatores que tornavam o levante gaúcho uma revolução.
Contudo, quanto a este caráter revolucionário, os farroupilhas não obtiveram sucesso. 
Pois o Brasil manteve-se uma monarquia e o Rio Grande do Sul voltou a condição de província brasileira. 
Mas o pior de tudo foi que a escravidão foi mantida, mesmo os que haviam lutado na guerra, poucos foram os que mantiveram sua liberdade após a declaração de paz.
A revolução farroupilha ficou eternizada na memória e cultura dos gaúchos devido ao MTG - Movimento Tradicionalista Gaúcho, que cultivou os valores de uma guerra, constituindo personagens em heróis farroupilhas.

Por: Diones Franchi
Jornalista e Mestre em História

Fontes:

Urbin, Carlos. Os Farrapos, 2001
Flores, Moacyr. História do Rio Grande do Sul, 1986
Faber, Marcos Emílio Ekman, 2016

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

A Chama Crioula

A Chama Crioula não é só um fogo aceso no galpão ou na praça — é um pedacinho da alma do Rio Grande que insiste em arder, mesmo quando o minuano sopra forte. Dizem que enquanto ela estiver viva, o gaúcho nunca se apaga. E cá pra nós: já tentaram assoprar vela em vento pampeiro? É mais fácil um piá largar o celular do que a Chama Crioula se render.

Ela nasceu lá em 1947, quando um grupo de guris, mais teimosos que burro empacado, resolveu acender uma centelha e criar uma tradição. Desde então, todo setembro, o fogo é levado de cavalo, de barco, de carreta ou até no porta-malas do carro — porque gaúcho dá um jeito, nem que seja amarrar o candeeiro com arame.

O bonito é que ela não é só fogo: é memória, é história, é churrasco em roda de amigos, é fandango até clarear o dia. A Chama Crioula nos lembra que tradição não se guarda em museu, se vive. E se algum curioso perguntar “pra quê tanto alvoroço por uma chama?”, a resposta é simples: porque quando ela brilha, é o coração do gaúcho que alumia junto.

sábado, 20 de setembro de 2025

Como assim Piratini voltou a ser a capital do RS?

No dia 20 de setembro de 2025, Piratini voltou a ocupar um lugar de destaque na história do Rio Grande do Sul. Por meio de uma iniciativa aprovada pela Assembleia Legislativa, nosso município foi oficialmente reconhecido como Capital Simbólica do Estado nesta data emblemática — o Dia da Revolução Farroupilha.

Essa decisão resgata a importância histórica de Piratini, que foi a primeira capital da República Rio-Grandense durante o período da Revolução Farroupilha (1835–1845). Sediando o governo farroupilha, a cidade foi palco de decisões políticas, militares e culturais fundamentais para a construção da identidade do povo gaúcho.

A lei aprovada — de autoria do deputado Beto Fantinel — não transfere a capital do Estado permanentemente, mas estabelece que, a cada 20 de setembro, Piratini seja a capital simbólica do Rio Grande do Sul, em reconhecimento ao seu papel no processo histórico de formação da cultura e da consciência política gaúcha.
Mais do que um gesto simbólico, esse reconhecimento reforça o valor de preservar e divulgar a história local. Para nós, piratinenses, é uma oportunidade de celebrar com orgulho nossas raízes, nosso legado farroupilha e a contribuição de Piratini para a identidade sul-rio-grandense.

Que este 20 de setembro marque não apenas um momento de festa, mas também de reflexão sobre a importância da nossa história — e sobre como ela continua viva nas ruas, nas tradições e na memória do nosso povo.

Viva Piratini! Viva o Rio Grande do Sul!

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Homenagem Ao Seu Adão Ulguin

 Seu Adão Ulguin e o Bar do Rodeio Velho: Uma Homenagem Justa e do Coração

✨ Um ponto de encontro, um símbolo de generosidade e uma inspiração para toda a comunidade

No coração do Rodeio Velho, existe um lugar simples, mas cheio de história: o Bar do Seu Adão Ulguin, fundado em 1982. Mais do que um comércio local, ele sempre foi um ponto de encontro, convivência e amizade. E por trás desse espaço, está um homem que merece ser lembrado com carinho e respeito.

Seu Adão Ulguin nasceu em 18 de março de 1951, é casado, pai de um filho e avô de dois netos. Ele também é meu padrinho — e foi uns dos que mais me ajudou a reunir as histórias e lembranças que construíram este projeto. Por isso, dedico essa menção honrosa a ele, com gratidão e admiração.

Sempre disposto a ajudar, nunca esperava nada em troca. Seu Adão se tornou conhecido por sua generosidade, bom humor e por estar sempre presente nas horas difíceis. Foi uma das primeiras pessoas da região a ter um carro, o que lhe dava ainda mais condições de ajudar os outros — fosse levando alguém ao médico, socorrendo vizinhos ou fazendo favores sem nunca reclamar.

O bar dele, com suas paredes marcadas pelo tempo e conversas de décadas, é parte viva da memória do Rodeio Velho. E Seu Adão, com sua simplicidade e coração enorme, é um daqueles personagens que fazem a diferença sem precisar de fama, apenas com gestos sinceros.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

A Semana Farroupilha: Tradição e História Gaúcha

O Que É?

A Semana Farroupilha é uma celebração da cultura gaúcha, realizada de 13 a 20 de setembro em homenagem à Revolução Farroupilha (1835–1845), também chamada de Guerra dos Farrapos. A revolta, liderada por Bento Gonçalves e outros nomes como Gomes Jardim, teve como ideais liberdade,

Imagem tirada do site
Prefeitura de Canoas
 igualdade e humanidade.

Durante a semana, os gaúchos montam acampamentos farroupilhas, vestem trajes típicos, tomam chimarrão e participam de desfiles, shows e atividades culturais. O maior acampamento ocorre no Parque da Harmonia, em Porto Alegre.

O dia 20 de setembro, marco inicial da revolução, é feriado estadual e conhecido como o Dia do Gaúcho. A palavra “farroupilha” vem de “farrapo”, em referência às roupas simples dos revolucionários.

Imagem tirada do site
Giro de Gravataí 

A Semana Farroupilha é um importante momento de valorização e resgate das tradições do povo gaúcho, comemorada em todo o Rio Grande do Sul e também em partes de Santa Catarina.





Minha Experiência na Semana Farroupilha

Bom, desde muitos anos eu vou para a Semana Farroupilha (ano passado acabei não indo). Nesses vários anos, foram diversas experiências e pessoas conhecidas que eu encontrava.

Lá havia todos os anos muitas “lojas” com diversos itens diferentes (quase nunca eu comprava algo), mas sempre tinha coisas que me interessavam de várias maneiras.

Também havia o parque de diversões, que agora parece estar um pouco mais deteriorado do que nos outros anos (o melhor daqueles brinquedos são os carrinhos de bate-bate 🚗).

Tinha lá diversos doces e tipos de alimento. Só de pensar naquelas montanhas de batata frita com carne já me dá fome 😋.

Não posso me esquecer dos shows ao vivo à noite. A programação era boa; não era algo que me agradava muito, mas eu via a alegria das pessoas que nunca tinham visto seus cantores favoritos ao vivo.

Tinha também atrações que não eram somente no parque de diversões, como por exemplo em 2023, quando a Ozir Net decidiu fazer uma pequena atração que se resumia a um Playstation 5 (na época um imenso fenômeno) dentro de uma van, onde as pessoas podiam jogar FIFA (um grande jogo de futebol) e outros jogos por 5 minutos. Entre tudo o que eu já vi, aquilo foi o que mais me deixou feliz nesses eventos.

Uma loja que tinha todos os anos (com variações, mas com o mesmo propósito) era a de cartas de animes. Aquilo dava muito dinheiro, de verdade. Na nossa escola, as cartas foram um fenômeno por um tempo. Até hoje tem um guri que me pergunta: “Tu tem carta pra trocar?”, sendo que eu parei com isso há dois anos. Na escola, nós trocávamos cartas. No ano passado, havia um moleque que vendia pacotes de cartas por 1 real ou 50 centavos, sendo que o pacote custava 2 reais — ele saiu mal no lucro, mas bateu recordes de vendas.

Mas é isso! A Semana Farroupilha de Piratini é uma das melhores do estado, com histórias que eu e outros amigos vivemos, a ponto de eu conseguir escrever um livro só com essas memórias. A Semana Farroupilha é um exemplo de evento gaúcho tradicionalista e cultural, que, além de sua diversidade, carrega uma extensa história de um conflito que marcou o Brasil e o mundo por uma década (clique aqui para saber mais sobre a grande Guerra dos Farrapos).

E então, muito obrigado por ter lido até aqui.

Agora... vamos fazer um jogo?
Escreva nos comentários desta postagem (de preferência, por favor, se identifique) uma história sua sobre algo que você passou na Semana Farroupilha e queira compartilhar com a gente.

Agora a postagem acaba aqui!

Muito obrigado por ver e tchau! 👋  


 

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Lembranças da Viajem Para Rio Grande 23/04/25

INTRODUÇÃO

Olá, eu sou Gabriel da Rosa dos Passos e estou aqui para apresentar um relatório sobre a nossa viagem para Rio Grande!

Estou escrevendo isso um dia antes do passeio, para ser mais preciso as 10:41 da manhã, e estou muito ansioso para a viagem, eu comprei até um cartão de memória para poder gravar um video completo sobre tudo, a única parte ruim é que o Yuri nao vai ir, entao eu, a mãe, o Pietro e a Julia vamos ter que ir para Piratini ás 4:00 da manha do dia 23 de abril de 2025, bem no dia do aniversario do Alejandro, e ele tá bem bravo comigo. 

CURIOSIDADES 

  • Os molhes da barra são constituídos por dois quebra-mares construídos com gigantescas pedras que avançam 4 Km no Oceano Atlântico. Um deles em Rio Grande e o outro em São José do Norte.
  • Os molhes tem uma profundidade de 6m.
  • Os molhes da Barra é considerado uma das maiores obras de Engenharia Oceânica do Mundo, elas foram construídos em 1911 e se tornou um símbolo turístico da zona sul do estado. A obra hidráulica marítima de pedras tem o objetivos de proteger a entrada e saída de navios do porto rio-grandinho.

TRAJETÓRIA 

Viagem Rio Grande - Museu Oceano Gráfico - travessia São José do Norte (canal Laguna)
  • Saída do Cancelão: 5:30 Km 0
  • Piratini Km 10
  • Ponte do costa (Rio Piratini) km 27.5
  • Capão do Leão Km 83,3 (aproximadamente)
  • Ponte entre pelotas e Rio Grande (canal São Gonzalo) Km 113
  • Rio Grande Km 151
  • Museu Oceano Gráfico Km 152
  • São José do Norte Km 164
  • Trajeto de balsa entre Rio Grande e São José do norte 5 Km
  1. Museu Oceano Gráfico
  2. Travessia entre Rio Grande e São José do Norte
  3. Porto e Super Porto
  4. Molhes da Barra
  5. Cassino (Dunas)

O GRANDE DIA

Antes de você sair, eu tenho uma surpresa, um relatório em video para aqueles que nao querem ler todo o conteúdo

https://drive.google.com/file/d/14wZ-zF_cbkSn2xlkPyb1LCIZBDFx3efL/view?usp=sharing

clique neste link para acessar o nosso video

Saímos de casa bem na madrugada, fomos cantar parabéns para o Alejandro e convida-lo para ir com a gente pro passeio (o que até então ele não sabia) mas ele não quis ir (ele nem tem ideia do que perdeu).
Antes de tudo eu queria dizer que ele não querer ir me deixou muito triste, mas, tentei ignorar este acontecimento (e funcionou).
Buscamos o Pietro e a Julia na casa deles e fomos esperar o ônibus que iria nos levar para Rio Grande no GKS.
A ideia para a viagem era simples: O Pietro iria tirar foto de tudo da viagem de ida e volta e eu iria tirar foto do museu inteiro, depois ele iria me mandar as fotos que tirou pelo bluetooth e eu faria uma super edição sobre todas as fotos, a ideia daria muito certo se não fosse pela meu gracioso telefone que acabou a bateria na ida pra viagem, ainda bem que todos tiraram umas fotos boas e vídeos e eu fiz a bela edição.
Mas voltando ao assunto, quando chegamos a Rio Grande logo achei a cidade parecida com Herval (a arquitetura do lugar me lembra muito isso), primeira coisa que fizemos foi ir para o Museu Oceano Gráfico, lá fomos para o museu Antártico, um pequena instalação adicional do museu mas muito menor do que antes por causa das enchentes do ano passado, lá havia muita coisa incluindo motos de neve que tenho até fotos lá encima, O Museu Antártico também tinha vários containers dentro. Dentro deles tinha várias coisas, como placas explicando os animais e trenós de neve.

Eu em uma moto
de neve
A cidade de Rio Grande foi uma das mais atingidas pelas enchentes e tanto o Museu oceanográfico como o Museu Antártico foram duramente destruídos. O chão de lá era um assoalho de madeira com folgas entre as tábuas. Quando eu fui tirar uma foto nas motos de neve, o Juliano teve a proeza de perder minha lapiseira embaixo do chão. Ainda bem que a aluna Ana Carolina conseguiu pegar a lapiseira. Após perdermos muito tempo pegando a lapiseira, vamos para o museu de verdade. Uma guia mostrou pra gente tudo do museu.

Conhecemos o peixe "Mola mola", grandão, sem dentes e super diferente, e ouvimos a história do leão-marinho Ediranda, que viveu 27 anos e virou esqueleto no museu. Mas o que mais chamou atenção foi o famoso “peixe de óculos”, que tem o rosto parecido com o de uma pessoa por causa de um tumor. Colocaram até um óculos nele! Foi graças a esse peixe que o museu ganhou fama e conseguiu se manter aberto na década de 60.

Antigamente, para conservar os peixes e animais de lá, eles matavam os animais e os cobriam de uma resina, mas, as crianças ja nao queriam mais ir ao museu por causa do jeito "rude" de preservar o corpo dos animais, entao o diretor do museu aprendeu uma técnica israelense que consistia em colocar o animal dentro de uma resina para fazer um "molde" dele, assim, as crianças voltaram a visitar o museu.

Também vimos uma coleção enorme de conchas raras do mundo todo, aprendemos como nascem as pérolas e descobrimos que levar conchas da praia pode matar pequenos animais. A guia fez a gente refletir muito sobre o impacto disso.

Outro momento marcante foi ver os fósseis de mastodonte e os esqueletos de golfinhos, baleias e tartarugas marinhas. É impressionante pensar que toda essa vida já passou por aqui — e como o ser humano pode ajudar (ou atrapalhar) a natureza.

No fim, saímos do museu com a cabeça cheia de conhecimento e o coração mais consciente. Foi mais do que uma visita: foi uma lição sobre respeito à vida marinha e à importância de preservar o planeta.

Os guris na balsa
Depois dessa viagem incrível ao museu, fomos para a balsa de Rio Grande, a caminho de São José do Norte. A balsa que fomos tinha dois andares (e claramente fomos para o andar de cima que é mais legal)
e era R$6,00 pra ir e R$6,00 pra voltar (o que pra nós foi totalmente inesperado, porque fizemos o passeio, juntamos o dinheiro, achando que era cinco reais.) quase não pudemos ir, mas felizmente conseguimos. Pra ser honesto... não achei que o passeio foi tão emocionante quanto eu pensei (mas era bem legal) vimos vários barcos cargueiros com carros, barcos de turismo, e eu juro que eu vi uma estação de petróleo no horizonte muito longe. O motor era praticamente do lado onde a gente estava. Cada vez que a gente olhava para Rio Grande estava cada vez mais longe da balsa. Conseguimos dar uma leve visualizada do porto e super porto. Depois de muito tempo de viagem, chegamos em São José do Norte, era um lugar bem bonitinho até, e fomos direto para a igreja de lá, fizemos um grande piquenique, eu e os guris lanchamos em frente a uma loja de bicicletas
Mais dos guris na balsa

e havia várias mensagens de amor nas paredes (possivelmente do "último romântico" chamado Chico) é importante mencionar que indo para a igreja, eu e o Pietro quebramos a caixa térmica da professora Jurinha (juro que foi por acidente).

Depois de ter feito o piquenique (eu estava um balão de tanto comer) fomos de volta para a balsa pra voltar para Rio Grande. Na volta, passamos na beira do mar, vimos um cardume de sardinhas ou lambari, e também uma família de caranguejos que tinha uns que pareciam um controle de videogames tão grande, a balsa que a gente usou para voltar para Rio Grande era diferente. Bem mais rápida e mais barulhenta, havia uns bancos no fundo da balsa para ver o mar, a volta foi bem mais rápida. Quando chegamos de volta em Rio Grande, fomos de volta para o ônibus (por mais de uma hora e meia o ônibus ficou no sol) aquilo parecia um forno, eu me admirei de ninguém ter derretido ali. Fomos para os moles da barra, e lá haviam uns trilhos que eram utilizados por trens para descarregar as pedras.

Depois vamos para o Cassino, antes de tudo quero dizer que a minha vida toda jurei que uma "praia de Cassino" fosse literalmente um Cassino (uma casa de apostas) que tinha a posse de uma praia, e não uma praia somente de areia e sem nada em volta. Lá no Cassino havia um esgoto, na margem do mar (basicamente falando, na costa da praia era merda e distritos puros) era nojento... mas, como não sou fresco, entrei lá na água e a vontade era de ficar lá mesmo. Depois de incríveis poucos minutos fomos embora de Rio Grande. Na volta eu passei dormindo e conversando com o Alam sobre vários assuntos, incluindo política, como se a gente fosse adultos muito crescidos. Quando chegamos em Piratini de volta, saímos do ônibus e voltamos para o GKS.

Fomos largar o Pietro e a Júlia na casa deles. Pode me dizer que eu estou mentindo, mas eu juro. Eu e a mãe do Alejandro vimos uma estrela cadente verde. Eu não sei porque, mas eu vi. Eu tenho total certeza que era verdade.

Foi um passeio extremamente divertido e exótico. Fico feliz por ter ido a este passeio com os guri. Teve sim partes ruins, como o fato de que as gurias foram só pra conversar, de certa forma nos afetar, mas isso não era tão grave, só eu não consegui ouvir as explicações da profissional mesmo. Eu espero que o passeio no final do ano seja melhor do que este, o que vai ser bem difícil, pois este foi maravilhoso e um dos melhores da minha vida. 

Até porque:

"o que faz um passeio ser bom, não é aonde tu vai e como tu vai, é com os amigos que são sempre contigo e vão com você para fazer cada momento ser extremamente divertido."

Gabriel da Rosa dos Passos (EU)

O meu nome é Gabriel, e tchau!





domingo, 7 de setembro de 2025

7 de Setembro: Independência e Tradição

 O 7 de setembro marca a Independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I em 1822, às margens do riacho Ipiranga. Desde então, a data se tornou um dos principais símbolos da nossa história.

Em todo o país, o dia é lembrado com o desfile cívico-militar, que reúne escolas, bandas, entidades locais e forças de segurança. Além de ser um momento de celebração, o desfile reforça o patriotismo, a cidadania e a memória coletiva do povo brasileiro.

Ok ok... todo mundo ja aprendeu essa historia ou ouviu alguma vez na vida, agora... vamos falar mais especificadamente, nesta postagem você verá um relato de um orador (daqui a pouco eu conto) da banda da escola Padre Reinaldo em Piratini RS.

Como prometido irei explicar o que seria um orador nesta ocasião:

-Um orador é tal aquele que representa a escola nestas cerimonias falando sobre ela e tambem da banda que a mesma compõe, é um trabalho bem importante na minha opinião, e devo dizer que este ano nao fui tão bem quanto minhas expectativas, poderia ter ido melhor... mas enfim. Sabe de uma coisa? eu vou colocar meu áudio aqui e vocês digam se ficou bom ou nao, claro que houve alguns cortes em momento de silencio para ficar melhor a ouvidoria:



Este ano foi das melhores apresentações da nossa banda deste que eu estava no 6° ano, foi maravilhoso, devo mencionar que essa é uma das primeiras vezes em que a nossa escola vai se apresentar de manha, houve este ocorrido pois a nossa escola puxaria outra escola que representava como celebridade o Padre Reinaldo 

Agora... fiquem com um pequeno video da apresentação, nao é muita coisa, mas é por que tem vários:


Além disso, encontrei vários professores antigos meus, como a professora Diane e a ex-diretora de nossa escola a professora Vera, entre outros tambem.

Eu peço que vocês fiquem com as outras bandas que teve no desfile, pois, nao é certo destacar somente a nossa banda, houve outras que fizeram trabalhos muito melhores:


Essa em cima foi a apresentação da Escola Estadual Republica Rio-Grandense


Essa aqui foi da escola Rui Ramos com a banda exclusiva deles a Ecy Taddei

Esta foi da escola Inácia Machado da Silveira

E por ultimo (que eu consegui identificar) esta é a apresentação da escola Agrícola, ou para muitos a Adão Preto

O 7 de Setembro é muito mais do que uma data comemorativa e de feriado, é uma historia, de mais de 200 anos atrás, em que em todo o Brasil se comemora, hoje as escolas nao desfilaram para somente tocar, mas sim representar o nosso pais, marchando perante toda a cidade sabendo que o resto do pais esta fazendo o mesmo.

O meu nome é Gabriel e tchau!

Conjunto de fotos da Casa de Pedra

Ana Leopoldina Dias de Freitas Janela da Casa de Pedra Buraco presente em uma árv...